O que é STEM ?

STEM é um acrônimo das iniciais em Inglês das palavras Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

STEM é um currículo baseado na idéia de educar os alunos em quatro disciplinas específicas – ciência, tecnologia, engenharia e matemática – em uma abordagem interdisciplinar. Ao invés de ensinar as quatro disciplinas como disciplinas separadas e discretas, STEM trabalha para integrá-las em um paradigma de aprendizagem coesa baseado em aplicações do mundo real.

A H3S Tecnologia  procura em seus cursos se concentrar nas habilidades e conhecimentos que essas disciplinas contém, pois são essenciais para o sucesso do aluno em sua vida profissional, bem como na escolha de uma carreira de sucesso, estes campos são profundamente interligados no mundo real e na forma que os alunos aprendem, sendo muito mais eficaz se trabalhadas em conjunto, sendo portanto uma abordagem interdisciplinar e aplicada em problemas práticos e concreto.

A importância da educação STEM

Um estudante STEM-alfabetizado não é apenas um inovador e pensador crítico, mas é capaz de fazer conexões significativas entre a escola, a comunidade, trabalho e questões globais. Habilidades STEM são cada vez mais necessárias para desenvolver uma economia baseada no conhecimento.

Todo este esforço é para atender a uma necessidade. De acordo com um relatório do site stemconnector.org  , se estima uma projeção de 8,65 milhões de trabalhadores  necessários para atender esta área.  O setor de manufatura enfrenta uma grande escassez de trabalhadores com as habilidades necessárias – quase 600.000. O campo da computação em nuvem só terá criado 1,7 milhões de postos de trabalho entre 2011 e 2015, de acordo com o relatório. O Bureau of Labor Statistics EUA projeta que em 2018, a maior parte das carreiras CTEM será:

  • Computing – 71 por cento
  • Engenharia Tradicional – 16 por cento
  • Ciências Físicas – 7 por cento
  • As ciências da vida – 4 por cento
  • Matemática – 2 por cento

Este não é um problema único dos Estados Unidos. No Reino Unido, a Academia Real de Engenharia relata que os britânicos terão de produzir 100.000 STEMs a cada ano até 2020, apenas para atender a demanda. De acordo com o relatório, a Alemanha tem uma escassez de 210.000 trabalhadores em matemática, ciência da computação, ciências e tecnologia.

Embora os Estados Unidos tem sido historicamente um líder nestes domínios, menos alunos têm se concentrado sobre estes temas recentemente. De acordo com o Departamento de Educação dos Estados Unidos, apenas 16 por cento dos estudantes do ensino médio estão interessados ​​em uma carreira STEM e provaram a proficiência em matemática. Atualmente, cerca de 28 por cento dos calouros do ensino médio declaram um interesse em um campo relacionadas com STEM, um site do governo americano  diz que  mais de 57 por cento destes alunos vão perder o interesse no momento em que concluirem o ensino médio.

Como resultado, a administração Obama anunciou a campanha de 2009 “Educar para Inovar” para motivar e inspirar os alunos a se destacam em disciplinas STEM. Esta campanha também aborda o número insuficiente de professores qualificados para educar estes indivíduos.

A H3S procura em seus cursos extra-curriculares motivar seus alunos para as carreiras STEM.

E no Brasil?

Não temos estatísticas de dados no conjunto de carreiras STEM, mas temos dados relevantes sobre a área de engenharia.

A procura por engenheiros aumentou nos últimos anos e já começa a faltar profissionais no mercado a ponto de alguns setores até importarem essa mão de obra muito especializada. Os maiores demandas estão na construção civil e na indústria petrolífera. Professores e profissionais da área dizem que essa falta de engenheiros é o número reduzido de alunos que se formam nessa carreira por ano. Segundo dados Conselho Federal de Engenharia Arquitetura e Agronomia (Confea) existem 712,4 mil engenheiros no país. De acordo com estudo do Conselho Nacional da Indústria (CNI), para dar conta da demanda por esses profissionais, seria necessário formar 60 mil engenheiros por ano no Brasil. Mas o que acontece no Brasil é que que apenas 32 mil obtêm este diploma a cada ano.

Comparação
O diretor da Faculdade Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) José Roberto Cardoso compara o número anual de formandos do Brasil com o de outras nações do bloco Brics (inicial dos países emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China) e também com a Coréia do Sul, que fez uma “revolução educacional e obteve resultados em pouco mais de 20 anos”.

País Formados
China 400 mil
Índia 250 mil
Rússia 100 mil
Coréia do Sul 80 mil
Brasil 32 mil